Vanessa da Mata, as her names suggests (in Portuguese “da Mata” means “from the forest”) is a force of nature. She was born in Alto Garças, a small town in the central part of Brazil. This 26 year old singer and composer cannot play all the instruments, but she has an overt musicality. She gathers more than 250 compositions in book notes and tapes which she always carries in her purse. Before her debut album brought her name into the spotlight, many artists recorded some of her songs. One of them, Chico Cesar pushed for making her compositions more famous in Brazil.




Marcada com uma semana de antecedência pela gravadora, parecia que uma má sorte de eventos cancelaria a conversa com Vanessa da Mata. Tensão resolvida após longos minutos, com a assessora avisando que ela falaria do próprio celular. E pela quantidade de barulho do vento, ainda devia estar na rua enquanto falava. No terceiro disco, parece que pressões desse tipo – essas agendas costumam ter 10 a 15 entrevistas por dia – já são um lado mais fácil de seu trabalho.
“Eu deixo a pressão chegar a mim, eu funciono bem com ela”, comenta, sempre entre sorrisos. “Mas ela não é bem-vinda, depois de Ai, Ai Ai, eu liguei um nem ai para quem vinha perguntar quando viria o próximo sucesso”, explica. Botão que ela não aperta para si mesma. “Pressão minha sempre tem, quero fazer um negócio que me orgulhe, mas ai já é algo que eu lido melhor”, comenta e compara “Muita gente faz autopressão e não sai do lugar”.
Vanessa não se preocupa também em confessar logo as novas referências. “Eu já tinha idéia de fazer um disco de reggae, algo que tivesse o som do norte do Brasil, brinquei também com o carimbó e outros ritmos”, enumera. O convidado que dá peso ao disco, ela explica, foi idéia de seu produtor. “O Mário Caldato mostrou a canção para o Ben Harper em Los Angeles e ele adorou”. Caldato já produziu os Beastie Boys, Bebel Gilberto, Beck e se prepara agora para pôr as mãos no próximo disco da Nação Zumbi.
Pressão minha sempre tem, quero fazer um negócio que me orgulhe
“Os outros convidados foram todos ótimas coincidências”, explica. “Encontrei o Pupilo por acaso no Rio de Janeiro, conversamos, parecido como foi com Catatau, que já estava no disco anterior. O trabalho deles é muito estiloso, era algo que eu queria no disco”. Tantos bons acasos, quando se está numa grande gravadora, costuma ser duvidoso. Um outro personagem desse disco é o jornalista Bruno Natal, que gravou imagens que farão um DVD a ser lançado em breve. “Conhecia o trabalho dele pelo Chico Buarque, gostei porque o que ele faz não é piegas”.
O vídeo será todo concentrado no estúdio. “É uma coisa natural para mostrar como é lá dentro, o trabalho de estúdio é bem árduo”, explica Vanessa. E desses dois lados do artista, ela confessa também que prefere o outro. “O estúdio para mim é muito frio, tenho necessidade de sair dele, prefiro estar na estrada”. A próxima estrada, por sinal, será bem longa. O show de Sim estréia primeiro em Nova Iorque, depois em Portugal.

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